
{One-page}
{ui/ux design}
{framer}
sabor energético
Landing page de produto que transforma o bordão da marca em argumento de venda.
Ano
2026
Setor
Alimentos e bebidas
Serviços
Design e desenvolvimento de landing page
Cliente
Mansão Maromba (projeto autoral)
A Mansão Maromba é a marca do Toguro, criador de conteúdo brasileiro. O produto principal da marca é o SABOR Energético: um drink alcoólico feito sem energético, vendido direto para a mesma audiência que assiste aos vídeos.
O nome do produto veio de um bordão utilizado pelo criador, repetido até virar meme no Brasil. É um mercado onde a marca não disputa prateleira, disputa atenção. Quem compra já conhece o criador, já sabe o argumento de cor e reconhece em uma frase quando alguém está imitando a voz dele.

O projeto nasceu como case autoral, no auge do massificação do meme, e o material de partida não foi um briefing, e sim o que já estava público: os vídeos em que o próprio Toguro apresenta o drink.
Isso definiu a restrição antes da primeira tela. A página não podia inventar um discurso de marca, porque o discurso já existia, era reconhecível e vinha da boca do dono. Qualquer camada de linguagem corporativa por cima quebraria justamente o que faz esse produto vender.





O trabalho foi tratar o bordão como copy central, não como enfeite. A pesquisa começou pelas falas que o influenciador repete sobre o drink, e a redação da página saiu dali: as mesmas palavras, a mesma repetição, nenhum jargão.
Sobre essa base entrou o que o jargão sozinho não entrega. Uma seção inteira sai da piada e chega ao conceito: o SABOR Energético é uma bebida alcoólica feita sem energético, e a página sustenta isso com informação sobre o risco de misturar os dois.
A estrutura serve ao mesmo fim. O hero deixa trocar de sabor entre as variações do drink. A seção de produto fugiu do layout convencional de e-commerce, que não combina com a marca. Os diferenciais aparecem em motion, incluindo a tampa maior que dificulta a falsificação. Depoimentos em parallax entram como prova social.
O meme continua sendo a porta de entrada. A página é o que transforma ele em motivo de compra.

discurso existente incorporado no design
O vocabulário da marca não é do designer, é do dono. A página foi escrita com os bordões que o Toguro já usa nos vídeos, na mesma ordem de argumento. Nenhuma frase institucional entrou, porque qualquer uma delas denunciaria que ali não é ele falando.
Cinco etapas, na ordem
Pesquisa nas falas que o Toguro repete sobre o drink. Redação da página a partir delas. Wireframe, onde a experiência e as interações foram definidas. Protótipo no Figma para o detalhe de interface. Desenvolvimento integral no Framer.
interação pensada em todas as camadas
O hero não mostra uma garrafa fixa. O visitante troca o sabor e vê as outras variações do drink, com transição animada entre elas. O componente foi construído nativamente no Framer, sem código, e coloca a linha inteira de produto na primeira dobra.
Fora do layout de e-commerce
Uma grade de produto convencional teria funcionado e teria sido errada. A marca é conhecida por ser direta e barulhenta, então a seção de produto foi montada em um arranjo fora do padrão, e os diferenciais entram em motion no lugar de bullet point.
